O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) defendeu que a eleição deve ser um momento de comparação entre diferentes projetos e lembrou que Goiás passou por uma transformação nos últimos anos. Daniel Vilela argumentou que o Estado saiu de um cenário de dificuldades fiscais e estruturais para uma situação de equilíbrio financeiro e de referência em áreas como educação, segurança e infraestrutura. O governador reconhece que existem desafios e afirmou que sua candidatura representa a disposição de avançar ainda mais sobre os resultados já alcançados.
“Eu procuro sempre trabalhar no sentido de resolver, de encontrar solução para os problemas da vida das pessoas. E é isso que no fundo elas querem”. “Fizemos muito, mas reconhecemos que ainda é muito para se fazer”, afirmou Daniel Vilela durante sabatina na Rádio Terra FM, nesta sexta-feira (28).
Na educação, Daniel citou o desempenho da rede estadual como um dos exemplos da transformação. Dados do Ideb divulgados no início do mês, sete das dez melhores escolas públicas do Brasil estão em Goiás. Para o candidato, o resultado demonstra que políticas públicas consistentes podem produzir mudanças concretas na vida da população.
A infraestrutura também foi apresentada como uma das principais marcas da atual gestão em Goiás. Daniel destacou que há 81 obras rodoviárias em execução, com investimentos em diferentes regiões. Entre os exemplos, citou as GOs 178 e 180, no Sudoeste goiano, a ligação entre Mineiros e Chapadão do Céu e obras no Nordeste, como as rodovias que conectam Iaciara e São Domingos, e o acesso a Terra Ronca.
Para Daniel Vilela, a expansão da malha rodoviária tem como objetivo não apenas melhorar a mobilidade, mas também criar condições para o crescimento econômico. Ele citou a expectativa de abertura de aproximadamente 500 mil hectares para produção de grãos com a implantação das GOs 178 e 180 e destacou obras que, segundo ele, resgatam regiões que ficaram décadas sem investimentos.
Daniel também apontou as terras raras como uma oportunidade estratégica para o Estado. Goiás, afirmou, está se antecipando à crescente demanda mundial por minerais críticos e já estabeleceu acordos de cooperação com Estados Unidos e Japão. A intenção é atrair investimentos e desenvolver aqui a tecnologia de processamento, agregando valor ao minério produzido no Estado.
Saúde
Na saúde, o governador destacou que Goiás passou de três municípios com leitos de UTI para 22 e de pouco mais de 200 para 780 leitos. Também citou a construção de oito hospitais regionais e seis policlínicas, além de novas unidades previstas para Mineiros, Campos Belos e Mozarlândia.
A principal proposta é a implantação do novo Hugo em um prédio adquirido pelo Estado. A unidade deverá contar com quase 500 leitos individualizados, 20 salas cirúrgicas e estrutura para cirurgias de alta complexidade, incluindo procedimentos robóticos. Daniel afirmou que a mudança permitirá reformar o atual prédio do Hugo e transformá-lo em um Hospital da Mulher, reunindo serviços especializados e atendimento de maternidade de alto risco.
O candidato também destacou o crescimento no número de cirurgias eletivas realizadas pela rede estadual. Goiás saiu de cerca de 2,2 mil procedimentos em 2018 para aproximadamente 35 mil em 2025. Para os próximos quatro anos, a proposta é ampliar ainda mais a oferta e reduzir o tempo de espera dos pacientes.
No Ipasgo, Daniel reconheceu as reclamações dos usuários e afirmou que o instituto ainda precisa melhorar a qualidade e a agilidade do atendimento. Ao mesmo tempo, destacou a recuperação do equilíbrio financeiro e a modernização dos serviços. Segundo ele, 2026 deverá marcar o primeiro ano superavitário do instituto nos últimos oito anos, o que permitirá ampliar a remuneração dos prestadores e melhorar os serviços oferecidos aos mais de 600 mil usuários.
Feminicídio
O enfrentamento ao feminicídio também foi apresentado como prioridade. Daniel defendeu uma política integrada entre Governo, Ministério Público, Judiciário e Legislativo e citou o desenvolvimento de uma ferramenta de inteligência artificial para facilitar o acionamento discreto das forças de segurança por mulheres em situação de risco. A proposta será conduzida com apoio de especialistas e integrantes do Batalhão Maria da Penha.







