A vereadora Aava Santiago (PSB) afirmou neste sábado (8/3), Dia Internacional da Mulher, que está sendo alvo de perseguição política após a ação movida por dirigentes do PSDB que pede a perda de seu mandato por infidelidade partidária. Em publicação nas redes sociais, a parlamentar criticou o ex-governador Marconi Perillo (PSDB), presidente licenciado da sigla em Goiás, e afirmou que houve quebra de compromisso político sobre sua saída do partido.
Segundo Aava, a mudança de legenda vinha sendo discutida há meses e buscava ocorrer de forma respeitosa após duas décadas de filiação ao PSDB. A vereadora afirmou que recebeu de Marconi a garantia de que ele atuaria para construir uma saída consensual. “Eu tinha a palavra de Marconi Perillo de que ele se empenharia em buscar uma saída harmônica”, disse. “Foram 20 anos de lealdade a um partido ao qual me filiei ainda jovem e ao qual dediquei grande parte da minha trajetória política”, acrescentou a parlamentar, que recentemente se filiou ao PSB.
Aava afirmou ainda que foi surpreendida com a ação judicial que tenta cassar seu mandato, conquistado nas urnas. A vereadora destaca que foi a mulher mais votada da história de Goiânia para o cargo e classificou a iniciativa como uma tentativa de intimidação política. “Um pequeno grupo de homens decidiu tentar calar a principal voz de oposição da cidade”, declarou, ao mostrar fotos de Matheus Ribeiro, Gustavo Sebba, Marconi Perillo e Michel Magul.
Na publicação, a parlamentar também relacionou o episódio ao Dia Internacional da Mulher, afirmando que a reação ocorre quando mulheres ocupam espaços de poder com autonomia. “Durante muito tempo, mulheres foram toleradas na política desde que permanecessem discretas. Quando uma mulher decide ocupar seu espaço com voz própria e independência, as velhas engrenagens começam a reagir”, afirmou.
Aava concluiu dizendo que continuará exercendo o mandato normalmente e defendendo suas posições políticas. “Sigo tranquila, com a consciência de quem construiu sua trajetória com trabalho e foi legitimada pelo voto de milhares de pessoas. Nenhuma tentativa de intimidação vai nos fazer recuar”, declarou.