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POLÍTICA

ELEIÇÕES 2026

Marconi Perillo avalia aliança com o PT, diz Delúbio Soares

Proposta foi apresentada pela presidente estadual do PT, Adriana Accorsi; Delúbio Soares, pré-candidato a deputado federal e condenado no mensalão, defende entendimento com o tucano

14/03/2026 às 08h29


POR Redação

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O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) pediu prazo ao Partido dos Trabalhadores (PT) até o dia 3 de abril para decidir se aceitará uma eventual aliança em Goiás nas eleições de 2026. A negociação envolve a formação do palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no estado. A informação foi divulgada pelo petista Delúbio Soares, que afirmou que a proposta foi apresentada ao tucano pela presidente estadual do partido, Adriana Accorsi.

Delúbio afirmou que o PT sinalizou a possibilidade de apoiar uma candidatura de Marconi ao governo de Goiás, desde que o ex-governador aceite liderar a campanha de Lula no estado. “O PT ofereceu, através da presidente Adriana Accorsi, que se ele topar fazer a campanha do presidente Lula em Goiás, o partido pode apoiá-lo”, disse o petista em entrevista ao programa Jornal das 12, da Rádio Alvorada de Rialma. Segundo ele, caso o tucano não aceite o acordo, o PT deverá lançar candidatura própria ao governo.

Pré-candidato a deputado federal pelo PT, Delúbio Soares é uma das figuras históricas do partido. Ex-tesoureiro da legenda, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de oito anos de prisão por corrupção ativa e formação de quadrilha no escândalo do mensalão, esquema de compra de apoio político no Congresso revelado em 2005. Ele chegou a cumprir parte da pena após ser preso em 2013, no regime semiaberto.

Enquanto aguarda a decisão de Marconi, o PT ainda não definiu quem será seu candidato ao governo de Goiás. Entre os nomes citados publicamente dentro da legenda estão Edward Madureira, Professor Jerônimo, Cláudio Curado, Luís César Bueno, Gilvane Felipe e Valério Filho.

A direção do partido avalia que precisa estruturar um palanque mais competitivo para Lula no estado, após considerar que a campanha presidencial de 2022 teve pouca força em Goiás. Conversas entre petistas e o ex-governador tucano, inclusive, já haviam ocorrido na eleição anterior, mas acabaram não avançando naquele momento.