Com a proximidade das festas de fim de ano e o aumento das viagens, autoridades de saúde alertam a população para a adoção de cuidados simples em casa a fim de evitar a proliferação de doenças. A atenção deve ser redobrada para a eliminação de possíveis criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
De acordo com o gerente de Controle de Animais Sinantrópicos da Secretaria Municipal de Saúde, Daniel Graziani, a combinação de calor e umidade cria condições ideais para a reprodução do mosquito. “Antes de viajar, é importante adotar medidas simples, como limpar calhas, manter caixas-d’água bem fechadas e descartar o lixo corretamente. Essas ações reduzem os riscos à saúde da população”, orienta.
Ao longo do ano, Agentes de Combate às Endemias realizaram mais de 2,3 milhões de visitas domiciliares na capital. O trabalho incluiu ainda vistorias compulsórias em 1.017 imóveis abandonados ou fechados permanentemente, o que resultou na eliminação de 30.890 focos do mosquito. Dados do Boletim Epidemiológico nº 49/2025 apontam redução nos casos de dengue em Goiânia. Até a semana epidemiológica 49, foram registrados 30.951 casos prováveis da doença, uma queda de 46,7% em comparação com 2024, quando houve 58.023 registros.
Cuidados antes de viajar
Para evitar que a residência se torne um ambiente favorável à proliferação do mosquito durante o período de ausência, algumas precauções são essenciais:
- Fechar e limpar caixas-d’água, vasos sanitários e piscinas, mantendo-os bem vedados;
- Colocar terra nos vasos de plantas e flores para impedir o acúmulo de água;
- Esvaziar e virar garrafas, recipientes e objetos que possam reter água;
- Manter os latões de lixo sempre tampados e secos;
- Manter lajes limpas e com os pontos de escoamento desobstruídos;
- Adicionar água sanitária ou outro desinfetante em ralos e canaletas;
- Furar pneus e armazená-los de forma que não acumulem água;
- Manter aquários tampados ou telados.
O combate ao Aedes aegypti depende do envolvimento de toda a sociedade. A conscientização e a colaboração da população são fundamentais para reduzir os focos do mosquito e garantir um ambiente mais seguro para todos.




