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TERRAS RARAS

“Lula quer continuar vendendo pau-brasil”, diz Caiado sobre exploração de terras raras

Iniciativa de Goiás de firmar acordo com Estados Unidos e Japão visa acelerar desenvolvimento de tecnologia para agregar valor à produção

24/04/2026 às 19h13


POR Redação

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Pré-candidato à presidência da República, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) rebateu uma crítica do presidente Lula (PT) sobre os memorandos assinados com Estados Unidos e Japão sobre minerais críticos, as chamadas terras raras.

Lula afirmou, em entrevista no início do mês, que Caiado não poderia ter assinado os memorandos sem aprovação do governo federal. Nesta sexta-feira (24), Caiado defendeu os acordos firmados pelo governo estadual como forma de desenvolver tecnologias em Goiás. O ex-governador é crítico da letargia do governo federal sobre o tema.

“Ele [Lula] está entregando tudo. Não está desenvolvendo nenhuma tecnologia no Brasil, e nós continuamos a vender o pau-brasil, como na época da colônia, ao vender nióbio, terras raras pesadas”, criticou Caiado durante agenda com lideranças do agronegócio em Belo Horizonte (MG).

Caiado, então governador, firmou, em março de 2026, um acordo com os Estados Unidos para fortalecer a cooperação em minerais críticos e terras raras, com foco em pesquisa, capacitação e um ambiente regulatório mais competitivo. A iniciativa busca avançar no processamento e na industrialização desses insumos no estado, agregando valor, inovação tecnológica e geração de empregos.

Serra Verde
Na segunda-feira (20), o anúncio da venda da mineradora Serra Verde, instalada em Minaçu, reacendeu o debate sobre a iniciativa do governo goiano em buscar cooperação no exterior sobre minerais críticos. Porém, a mineradora já era controlada por uma empresa dos Estados Unidos e, portanto, só trocou de mãos.

Atualmente, toda a matéria bruta extraída em Minaçu e levada e benefiada na China. A extração foi autorizada pelo Ministério de Minas e Energia, do governo federal. A produção comercial da Serra Verde teve início em janeiro de 2024, após a obtenção da licença de operação em dezembro de 2023.

A iniciativa do governo de Goiás visa que esse beneficiamento passe a ocorrer no estado, agregando maior valor ao minério. “Nós temos todo o interesse, queremos que seja agregado valor ao produto aqui, não queremos apenas mandar o minério”, reforçou o governador Daniel Vilela.