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CASO DAIANE

Filho de síndico que matou corretora em Caldas Novas é solto pela Justiça

20/02/2026 às 13h30


POR Redação

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O filho do síndico que matou a corretora Daiane Alves, de 43 anos, foi solto pela Justiça após o avanço das investigações da Polícia Civil. Maicon Douglas de Oliveira estava preso temporariamente desde 28 de janeiro, suspeito de possível participação no homicídio ou de tentativa de obstrução das investigações.

O crime ocorreu em 17 de dezembro, em Caldas Novas, no sul de Goiás. Segundo a Polícia Civil, a vítima foi morta a tiros pelo próprio síndico do prédio onde morava, Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos. O corpo foi levado no carro do suspeito até uma área de mata às margens da GO-213, onde foi encontrado.

De acordo com o delegado André Luiz Barbosa, responsável pelo caso, no dia do crime Maicon estava em Catalão, onde reside. A prisão temporária foi solicitada após a polícia identificar que ele comprou um celular novo para o pai em 17 de janeiro, três horas depois da perícia realizada no veículo utilizado para transportar a vítima. A atitude foi considerada suspeita, levantando a hipótese de tentativa de obstrução.

“O envolvimento do filho, na compra do telefone, fez com que representássemos pela prisão do pai e dele”, afirmou o delegado.

Com o aprofundamento das investigações, porém, a Polícia Civil concluiu que a troca do aparelho não teve como objetivo atrapalhar o inquérito. Segundo o delegado, Maicon relatou que o pai confessou o assassinato no dia 15 de janeiro e solicitou a substituição do telefone para evitar que o aparelho fosse apreendido, já que era utilizado para acessar aplicativos bancários vinculados às contas do condomínio.

As investigações também apontaram que Cleber teria usado dinheiro da associação do condomínio para custear despesas com advogado. Conforme a polícia, o atual presidente da entidade registrou boletim de ocorrência após a identificação de um PIX feito da conta da associação para o filho de Cleber, no mesmo valor do contrato de honorários. Eventuais crimes patrimoniais serão apurados em procedimento próprio instaurado pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Caldas Novas.

A defesa de Maicon informou que ele foi solto na tarde de quinta-feira (19) e afirmou ter apresentado à polícia “um acervo probatório irrefutável” que comprovou sua não participação no crime. Segundo os advogados, registros de ponto, extração de mensagens e laudos periciais confirmaram que ele não estava em Caldas Novas no dia do homicídio.

Em nota, a defesa destacou que “a ciência e a técnica, de forma incontestável, demonstraram a sua absoluta inocência” e criticou julgamentos antecipados nas redes sociais, reforçando o princípio da presunção de inocência.

Já a defesa de Cleber Rosa informou que comentará o caso apenas pela via judicial. O síndico foi formalmente indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento de denúncia.

Foto: Jucimar de Souza