O governador Daniel Vilela lançou, nesta quinta-feira (23/4), em Goiânia, o Programa Goiás em Movimento Estruturas (GME), que prevê 212 obras em 44 municípios goianos nesta primeira etapa. A nova frente de trabalho inclui a implantação de travessias, com a substituição de pontes de madeira e instalação de bueiros em ruas e estradas municipais. O investimento total é de R$ 95 milhões do Tesouro Estadual. “Hoje demos a ordem de serviço de obras que vão permitir que a gente faça esse investimento significativo. São pequenas pontes que vão facilitar a trafegabilidade e ajudar na produção do setor rural do nosso Estado”, ressaltou.
Durante a solenidade, o governador assinou a ordem de serviço para o início das obras em 29 localidades. Em paralelo, os serviços já estão em andamento em outras 15 cidades. As intervenções serão realizadas em pontos previamente definidos pelas prefeituras. “Nosso objetivo é atender cada município com substituição de pontes de madeira, que custam em média R$ 500 mil, além de construção de bueiros. Tem um impacto orçamentário bem significativo, mas espero que a gente possa ter uma linha de produção e atender a todos os municípios o mais rápido possível”, projetou. A iniciativa já tem 196 municípios cadastrados e previsão de expansão.
O próximo lote já está em licitação para novas obras em outros 20 municípios, com previsão de contratar mais R$ 56 milhões em serviços. Segundo o governador, novas licitações serão lançadas quinzenalmente. “É um programa que tem uma importância muito grande. Somado aos investimentos de infraestrutura rodoviária do estado, darão a Goiás uma condição de competitividade ainda maior, de redução de custo no frete, do insumo logístico, que é tão importante no custeio da produção no nosso Estado”, acrescentou o governador.
O tempo de execução dos empreendimentos lançados é de 180 dias. A presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Eliane Simonini, explicou que os projetos técnicos são complexos e individualizados em cada localidade, mas endossou que o foco é possibilitar um ciclo de trabalho recorrente. “A ideia é que a gente tenha esse programa em funcionamento perene, em um ciclo de trabalho recorrente, que vai possibilitar que, durante todo o ano, a gente tenha ordem de serviço nova e novos convênios assinados”, detalhou.
As obras são realizadas sem nenhum custo para os municípios. “Vem ao encontro da necessidade de escoamento da produção, em trazer os insumos agropecuários para que essa produção seja ainda melhor. Vem ao encontro do anseio de uma população que, há décadas, espera esse benefício”, reforçou o presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM) e prefeito de Hidrolândia, Zé Délio. “O município só vem trazer qual é a demanda imediata, qual é o local e o ponto que é mais necessária essa intervenção do Estado”, acrescentou.
Os bueiros celulares são executados em concreto armado, com tamanhos definidos pelo estudo hidrológico. “Uma estrutura para toda a vida, que vai permitir a trafegabilidade com segurança, vai tirar o ônus das prefeituras”, afirmou o prefeito de Silvânia, Carlos Mayer. “São pontes de madeira que serão substituídas por concreto e que, uma vez feito, jamais terá que refazer”, afirmou a prefeita de Itaberaí, Rita de Cássia.
Apoio aos municípios
A integração entre o Goiás em Movimento Estruturas e o Goiás em Movimento Municípios, lançado no último dia 14 de abril, consolida uma estratégia de infraestrutura completa para o interior. Das 44 cidades que recebem novas estruturas de concreto, 25 também são contempladas com pavimentação de vias no perímetro urbano a custo zero.