Mais autonomia para circular pelas escolas, participar das atividades e ter acesso aos espaços e ao aprendizado de acordo com as necessidades de cada estudante. Esse é o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc/GO) e que, nos últimos seis anos, ampliou a acessibilidade nas unidades da rede pública estadual.
Em 2019, esse percentual era de 89,1% e, desde então, vem crescendo de forma contínua. O índice chegou a 90,2% em 2020, 93,1% em 2021, 96,4% em 2022, 96,5% em 2023 e 97,2% em 2024, até alcançar os atuais 98,9%, segundo dados do Censo Escolar.
Esse avanço envolve um conjunto de melhorias que ajudam a deixar as escolas mais preparadas para receber e acompanhar diariamente os estudantes.
O trabalho inclui desde mudanças na estrutura, com rampas, pisos táteis, sanitários acessíveis e melhorias nos espaços de circulação, até a ampliação das salas de recursos, do Atendimento Educacional Especializado (AEE), do número de profissionais de apoio e do uso de tecnologias assistivas. A formação de quem trabalha diretamente com esses estudantes também faz parte desse trabalho.
Os avanços também aparecem em levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em setembro de 2026. Considerando todas as redes de ensino em Goiás, o percentual de escolas com pelo menos um recurso de acessibilidade passou de 79,8% em 2019 para 93,1% em 2025. Na rede pública, o índice saiu de 76,5% para 91,9% no mesmo período.
Para Márcia Carvalho, superintendente de Gestão Estratégica e Avaliação de Resultados da Seduc/GO, os números do Censo Escolar ajudam a mostrar o quanto a rede mudou nos últimos anos. “Hoje, 98,9% das nossas escolas já possuem algum recurso de acessibilidade. Quando olhamos para 2019, quando esse percentual era de 89,1%, conseguimos perceber o quanto a rede estadual avançou nesse período e trouxe melhorias para os estudantes”, destaca.
Estrutura mais acessível
Parte dessa mudança também pode ser vista nas obras realizadas nas escolas. Nos últimos anos, reformas, ampliações e construções passaram a incluir cada vez mais soluções de acessibilidade, como rampas, pisos e sinalização tátil, sanitários acessíveis, corrimãos e adequações nos espaços de circulação dos estudantes.
Nas unidades escolares que seguem o padrão Século XXI, a acessibilidade já é pensada desde a elaboração dos projetos. Segundo Sabrina Vieira, superintendente de Infraestrutura da Seduc/GO, esse trabalho também envolve a preparação da equipe técnica responsável pelas obras.
“Hoje, a acessibilidade já faz parte do planejamento dos nossos projetos. À medida que as escolas passam por reformas, ampliações ou novas construções, conseguimos incluir essas adequações de forma mais planejada, sempre olhando para as necessidades de cada unidade. E esse avanço também vem acompanhado da preparação da nossa equipe técnica”, explica Sabrina.
Atendimento e inclusão
Além das mudanças na estrutura física, o atendimento aos estudantes da Educação Especial também cresceu. Atualmente, são mais de 19 mil alunos, 4 mil profissionais de apoio escolar, 417 intérpretes de Libras e 429 Salas de Recursos Multifuncionais em todo o estado. Cerca de R$ 14 milhões foram investidos na revitalização e modernização dessas salas. Novas tecnologias também passaram a fazer parte desse atendimento. A rede conta com 387 notebooks com leitores de tela e 261 dispositivos.








