Estudantes de Goiás e São Paulo venceram a Olimpíada Nacional de Inteligência Artificial Aplicada 2026, cujo resultado foi anunciado na segunda-feira (2), em Aparecida de Goiânia. A competição reuniu mais de 2 mil estudantes de todo o país e premiou os participantes por soluções desenvolvidas com inteligência artificial.
O primeiro lugar ficou com o Super Time Algoritmas + InsightIA, formado por uma equipe do Instituto J&F – Germinare, de São Paulo, e outra do Colégio da Polícia Militar de Goiás Naly Deusdara. Cada integrante, incluindo tutores, recebeu R$ 10 mil.
A equipe goiana é formada por Daniel Alves Camargo, Felipe Pires dos Santos e Lucas Miranda da Silva, orientados por Alan Pedro de Araújo. A equipe paulista reúne Giovanna Pelati, Lívia Cunha Navarro e Yasmin Barbosa Rodrigues Pinheiro, com orientação de Carlos Eduardo Santi. A premiação total da olimpíada foi de R$ 420 mil. Os Super Times do segundo ao quinto lugar receberam, por integrante, R$ 8 mil, R$ 6 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil, respectivamente.
Além dos prêmios, 24 estudantes goianos com melhor desempenho foram selecionados para um intercâmbio internacional de um mês em 2027, pelo Programa Goiás pelo Mundo.
Na etapa final, realizada entre 31 de outubro e 2 de novembro, os participantes trabalharam com dados públicos da rede estadual de saúde, incluindo ocupação de leitos e registros de dengue e outras arboviroses. O Super Time vencedor criou um painel que usa inteligência artificial para prever se a ocupação hospitalar deve subir, cair ou permanecer estável na semana seguinte.
A competição foi promovida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás (Secti), em parceria com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Goiás (Ceia-UFG). Esta foi a primeira edição com abrangência nacional. Das 817 equipes inscritas, 600, de 19 estados, participaram da disputa; 50 avançaram à etapa presencial e 30 chegaram à final.
Na decisão, os estudantes foram reorganizados em 15 Super Times, cada um formado pela união de uma equipe de escola pública e outra de escola privada. Goiás teve 25 equipes classificadas para a final.
O subsecretário de Formação de Talentos e Transformação Digital da Secti, Robert Bonifácio da Silva, disse que a competição busca aproximar jovens da área. “Queremos que essa experiência desperte o interesse pela área e incentive os jovens a continuar estudando, desenvolvendo projetos e buscando oportunidades na ciência e na tecnologia”, afirmou.
A diretora do Ceia-UFG, Telma Soares, destacou a aplicação prática dos desafios. Segundo ela, trabalhar com problemas que afetam a população ajuda os estudantes a compreender como a inteligência artificial pode ser usada em suas cidades e estados.

