A candidata ao Senado Federal Gracinha Caiado (União Brasil) ressaltou, nesta segunda-feira (31/8), o compromisso de pautar, no Congresso Nacional, temas que beneficiem o agronegócio, setor responsável por 25,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Durante sabatina realizada pela Record TV Goiás, a ex-primeira-dama de Goiás também reiterou a importância de um combate efetivo e intenso ao feminicídio no Estado.
Gracinha afirmou que o agronegócio exerce papel fundamental na economia brasileira. “É o que sustenta esse país, o agro. Ele é responsável por 50% das exportações brasileiras e leva alimento a toda a população, não apenas do Brasil.” Pecuarista e ex-diretora da União Democrática Ruralista (UDR), a candidata também defendeu a necessidade de fortalecer o seguro rural. “O agro trabalha todos os dias, independentemente das chuvas, secas e de qualquer outro problema. Ele nunca desiste”, afirmou.
Combate ao feminicídio
Durante a entrevista, Gracinha Caiado também destacou a necessidade de intensificar o enfrentamento ao feminicídio. “Essa violência, que tantos homens ainda impõem às mulheres, é inaceitável. A cada dez crimes que acontecem, em oito são os parceiros que cometem esse feminicídio ou essa violência”, afirmou.
A candidata ressaltou que, em Goiás, o enfrentamento à violência contra a mulher é realizado por meio de uma atuação conjunta do Governo do Estado, Tribunal de Justiça e Ministério Público. Gracinha também citou iniciativas em funcionamento, como o aplicativo Mulher Segura, o Batalhão Maria da Penha, a ampliação das Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (Deams), as Salas Lilás e o programa Goiás por Elas.
Atuação do Senado e STF
A ex-primeira-dama também defendeu um Senado Federal atento e atuante diante de eventuais abusos por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). “Ninguém está acima da lei, nem presidente, governador ou ministro do Supremo”, declarou.
Gracinha criticou ainda o que considera interferência do STF nas atribuições dos demais Poderes. “O que o Supremo está fazendo é entrar na competência de outros Poderes. Isso é inaceitável. A Constituição é bem clara em relação a isso. Um ministro do Supremo tomando decisões monocráticas, sem levar ao plenário, é muito ruim para a democracia e traz uma dúvida para toda a população”, afirmou.
Escala 6×1
Questionada sobre a PEC 221/2019, relacionada ao debate sobre o fim da escala 6×1, Gracinha afirmou ser favorável à melhoria das condições de trabalho, mas ponderou que eventuais mudanças precisam considerar os impactos sobre os pequenos empresários.
A candidata também criticou o momento escolhido para a discussão da proposta. “É absurdo levar esse debate e essa votação para um momento eleitoral. Faltam 34 dias para as eleições, e você vê um governo federal que traz esse debate apenas para angariar votos. Isso não é sério em relação à população brasileira. Esse debate é muito maior do que o sim ou não”, concluiu.



