Da contratação de novos policiais à modernização de viaturas e armamentos, passando pela valorização das carreiras, inteligência e retomada do controle do sistema prisional. A política de segurança pública adotada pelo Governo de Goiás desde 2019 reúne uma sequência de investimentos que alcança R$ 30,7 bilhões em sete anos e, segundo o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB), explica a redução histórica da criminalidade registrada no Estado. Nesse período, 4.752 policiais foram nomeados por concursos públicos: 1.650 militares, 1.002 civis e 2.100 penais. A estrutura das corporações também foi reforçada com 15 mil armas, 3.061 viaturas zero-quilômetro e quatro helicópteros.

A valorização dos profissionais completa esse conjunto de medidas. Em maio deste ano, Daniel anunciou um pacote que terá impacto superior a R$ 1,2 bilhão até 2027, sendo R$ 441 milhões em 2026 e R$ 771 milhões no próximo ano. Entre as medidas estão auxílio-alimentação de R$ 1 mil para cerca de 24 mil servidores das forças policiais e de salvamento, reestruturações salariais e de carreiras e linha de crédito habitacional específica para a categoria. “Segurança se faz com tropa valorizada e forças integradas”, afirmou Daniel na ocasião. Em abril, o governo também entregou mais R$ 44,8 milhões em viaturas e equipamentos às corporações.

Outro eixo foi a reestruturação do sistema penitenciário, considerado estratégico para impedir que o crime continue sendo comandado de dentro das unidades. Desde 2019, foram criadas 2,4 mil novas vagas, com R$ 194 milhões aplicados nessa expansão, segundo balanço do Governo de Goiás. Entre as principais entregas estão 1.600 vagas abertas em 2024 na Casa de Prisão Provisória e na Penitenciária Odenir Guimarães, em Aparecida de Goiânia, e outras 400 na nova Unidade de Polícia Penal de Formosa. O planejamento prevê ainda a expansão da estrutura em diferentes regiões do Estado. Somados a reformas, equipamentos, armamentos e outras melhorias, os investimentos no sistema prisional ultrapassaram R$ 350 milhões.

Para Daniel, foi a combinação entre mais policiais nas ruas, valorização das forças, equipamentos modernos, inteligência, tecnologia e controle dos presídios que permitiu mudar o cenário da segurança pública goiana. O programa IA Contra o Crime, por exemplo, passou a integrar videomonitoramento, reconhecimento facial, leitura de placas e análise de dados em tempo real. O governador afirma que a intenção é ampliar o uso dessas ferramentas tanto na segurança quanto em outras áreas da administração. “Nossa intenção é dar continuidade ao governo mais eficiente e alcançar também referência em outras áreas. Acredito que, com a possibilidade de tecnologias muito acessíveis para serem introduzidas na gestão pública, podemos modernizar e tornar o governo mais eficiente”, disse.

Ao defender a continuidade das ações de enfrentamento à criminalidade, Daniel reforçou que a segurança permanecerá entre as prioridades de um eventual novo mandato. “Vamos manter a política de tolerância zero com a bandidagem em Goiás”, afirmou. O governador também destacou a mudança no cenário registrado nos últimos anos. “Não vamos voltar àquela época com mais de 100 carros roubados em um único dia. Goiás não tem um palmo controlado por facções”, declarou.

Resultados
Os resultados aparecem nos indicadores. Entre 2018 e 2025, os homicídios dolosos caíram 62%, os latrocínios 82%, os roubos de veículos 95%, os roubos a transeuntes 92%, os roubos no comércio 91% e os roubos de carga 98%. Os roubos a instituições financeiras foram reduzidos em 100%. Em 2018, Goiás contabilizava 2.117 homicídios, 10.105 roubos de veículos, 45.845 roubos a transeuntes, 435 roubos de carga e 30 ataques a instituições financeiras.

Já em 2025, o Estado atingiu o menor número de homicídios desde 2016, com 213 municípios sem registro desse tipo de crime. Para Daniel, o desafio de um novo mandato é manter a sequência de investimentos, preservar os resultados alcançados e avançar ainda mais na redução da violência.