Goiás é o estado com a maior extensão de áreas urbanizadas do Centro-Oeste brasileiro, segundo o levantamento Áreas Urbanizadas do Brasil 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (18). O estudo, baseado em imagens de satélite, mostra que o território goiano soma 2.080,2 km² de área urbanizada — o suficiente para colocar o estado na oitava posição do país.

No comparativo regional, Goiás aparece à frente de Mato Grosso (1.256,7 km²), Mato Grosso do Sul (864,9 km²) e do Distrito Federal (633,2 km²).

Goiânia entre as cinco maiores cidades do Brasil

A capital goiana teve destaque especial na pesquisa: com 304,42 km² de área urbanizada, Goiânia ocupa a quinta posição entre todos os municípios brasileiros, atrás apenas de São Paulo (911,08 km²), Brasília (633,24 km²), Rio de Janeiro (620,43 km²) e Curitiba (331,81 km²).

Outros municípios goianos também aparecem bem posicionados no ranking nacional:

  • Aparecida de Goiânia: 137,81 km² (23ª posição)
  • Anápolis: 101,14 km² (45ª posição)
  • Luziânia: 83,89 km² (65ª posição)
  • Caldas Novas: 55,65 km²
  • Águas Lindas de Goiás: 52,59 km²
  • Senador Canedo: 52,15 km²
  • Rio Verde: 48,45 km²
  • Trindade: 42,18 km²

Crescimento de 6,6% em três anos

A comparação com a edição anterior do levantamento mostra que a expansão urbana em Goiás não parou. Em 2019, o estado tinha 1.952,04 km² de área urbanizada; em 2022, o número chegou a 2.080,2 km², um avanço de 6,6% no período.

Do total de 2.346,99 km² de território analisado pelo IBGE em Goiás, 88,6% já correspondiam a áreas urbanizadas — considerando construções residenciais, comerciais e industriais.

Terrenos vazios também crescem

Além das áreas já ocupadas, o IBGE mapeou espaços que já foram loteados, mas ainda não receberam construções significativas. Goiás tinha 179,39 km² de loteamentos vazios em 2022, ficando na quinta posição nacional nesse indicador — atrás de Bahia, Minas Gerais, São Paulo e Ceará.

Essa categoria foi, aliás, a que mais cresceu proporcionalmente no estado entre 2019 e 2022: alta de 64,1%. Os “outros equipamentos urbanos” (como universidades, indústrias e shoppings) subiram 22,7%, enquanto os “vazios intraurbanos” (parques, áreas verdes, corpos d’água) aumentaram 16,9%, somando 19,3 km² em 2022.

Um destaque à parte é o município de Planaltina, que ocupa a terceira posição entre todas as cidades brasileiras em área de loteamentos vazios (21,96 km²), atrás apenas de Vitória da Conquista (BA) e Mossoró (RN). Luziânia (12,19 km², 11ª posição) e Caldas Novas (10,65 km², 19ª posição) também figuram entre os 20 primeiros do país nessa categoria.

Como o IBGE mede a urbanização

O levantamento, realizado desde 2015, é a quarta edição do estudo e usa imagens de satélite para classificar o território em quatro categorias: Áreas Urbanizadas, Loteamentos Vazios, Outros Equipamentos Urbanos e Vazios Intraurbanos. A metodologia permite não apenas medir o quanto as cidades já cresceram, mas também identificar onde existe espaço já preparado — mas ainda não ocupado — para novos empreendimentos.