O ex-governador Marconi Perillo (PSDB) chegou ao último dia permitido para a realização das convenções partidárias sem conseguir apresentar uma chapa majoritária completa para as eleições de 2026. O encontro, realizado nesta quarta-feira (5/8), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), oficializou sua candidatura ao Governo de Goiás, mas terminou sem o anúncio da vice e com apenas uma das duas vagas ao Senado preenchida.

Durante o evento, Marconi afirmou que ainda negociava com possíveis candidatos. Para disputa ao Senado, o nome anunciado é de pouca expressão política. O advogado Iure Castro, do Cidadania, foi confirmado, enquanto a segunda vaga permanece aberta. A convenção também homologou 18 candidatos a deputado federal e 42 a deputado estadual.

O cenário demonstra a falta de musculatura política em torno do ex-governador. Em 2026, a articulação de Marconi fica restrita à Federação PSDB-Cidadania e ao Democracia Cristã (DC). A composição reduzida também terá impacto na propaganda eleitoral: a projeção é de apenas 34 segundos de exposição em cada bloco no rádio e na televisão.

A definição da vice ocorreu somente nesta quinta-feira (6/8), depois de a convenção ter sido reaberta virtualmente. Em uma rápida transmissão pelas redes sociais, foi anunciada Jacqueline Zaiden. Nome desconhecido do eleitorado goiano, a empresária e produtora rural é ligada ao agronegócio no Sudoeste goiano.

Soma-se a esse quadro desfavorável a elevada rejeição apresentada por Marconi nas pesquisas de intenção de voto. Na última rodada da Genial/Quaest, divulgada em 30 de julho, 46% dos entrevistados afirmaram conhecer o tucano e não votar nele. Foi o maior índice de rejeição entre todos os nomes avaliados para o Governo de Goiás.