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SAÚDE

VACINAÇÃO

Vacinação contra covid-19 já evitou até 55 mil mortes no Brasil, aponta estudo

Levantamento usa números de casos e óbitos após segunda onda da pandemia

21/07/2021 às 11h00


POR Redação

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A vacinação contra a covid-19 já evitou entre 40 mil e 55 mil mortes pela doença no Brasil, segundo projeções do pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, especialista em saúde pública. O benefício ocorreu apesar do avanço lento da campanha de imunização – o Ministério da Saúde aponta que apenas 16% dos brasileiros já tomaram as duas doses. No total, o País já tem 544 mil vítimas do coronavírus, a segunda nação com mais óbitos no mundo.

Ainda conforme a estimativa de Gomes, houve queda entre 96 mil e 117 mil nas internações pela infecção. Somente no Estado de São Paulo, a redução projetada de casos graves da covid foi entre 24 mil e 35 mil, e a de mortes, 10 mil e 17 mil.

Os cálculos do cientista da Fiocruz foram alcançados considerando as proporções dos números de casos e óbitos que o País registrou logo após o pico da segunda onda da pandemia no Brasil, entre pessoas acima dos 60 anos. O período aferido foi de 14 de março e 12 de junho deste ano.

A vacinação contra a covid-19 já evitou entre 40 mil e 55 mil mortes pela doença no Brasil, segundo projeções do pesquisador da Fiocruz Marcelo Gomes, especialista em saúde pública. O benefício ocorreu apesar do avanço lento da campanha de imunização – o Ministério da Saúde aponta que apenas 16% dos brasileiros já tomaram as duas doses. No total, o País já tem 544 mil vítimas do coronavírus, a segunda nação com mais óbitos no mundo.

Ainda conforme a estimativa de Gomes, houve queda entre 96 mil e 117 mil nas internações pela infecção. Somente no Estado de São Paulo, a redução projetada de casos graves da covid foi entre 24 mil e 35 mil, e a de mortes, 10 mil e 17 mil.

Os cálculos do cientista da Fiocruz foram alcançados considerando as proporções dos números de casos e óbitos que o País registrou logo após o pico da segunda onda da pandemia no Brasil, entre pessoas acima dos 60 anos. O período aferido foi de 14 de março e 12 de junho deste ano.

“É importante deixar claro que não se trata de uma análise científica rigorosa, mas sim de uma avaliação simplificada para obter estimativas da ordem de grandeza do impacto que já podemos ter alcançado com a campanha de vacinação”, afirma Gomes. “Os números reforçam e ilustram de forma mais palpável a eficácia das vacinas. Mostram como a vacinação faz toda a diferença na redução de casos graves e mortes e o quanto é importante voltar para tomar segunda dose.”

De acordo com especialistas, a vacina não impede o contágio, mas protege contra formas severas da doença. Há casos de infecções e reinfecções entre pessoas já imunizadas – como a apresentadora de TV Ana Maria Braga e o governador João Doria (PSDB) -, mas a tendência é de não haver agravamento.

Gomes reforça ainda a importância de as pessoas receberem as duas doses da vacina – a quantidade de faltosos na 2ª injeção tem colocado autoridades em alerta. Conforme o Laboratório de Estatística e Ciência de Dados da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), o Brasil tem cerca de 4,8 milhões de brasileiros com dose de reforço e atraso.

Variante muda planos de imunização

O avanço da variante Delta – mais transmissível, identificada originalmente na Índia – também preocupa. Na Europa, a nova cepa tem freado planos de reabertura econômica e levado ao aumento de casos.

No Brasil, nove Estados já reportaram infectados pela Delta. Ainda é muito cedo, acrescenta o pesquisador, para abrir mão das medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social. “O cenário de transmissão do vírus ainda é extremamente preocupante”, afirma Gomes. “O volume de casos graves e mortes ainda é muito alto.”

Por causa da Delta, governos têm liberado a diminuição do intervalo entre as aplicações das vacinas da AstraZeneca ou Pfizer, com fizeram o Estado do Rio e o Distrito Federal. A justificativa é ter parcela maior da população com o esquema vacinal completo, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.

A redução do intervalo tem sido de doze para dez ou oito semanas. A redução do tempo entre as injeções divide especialistas. A Fiocruz, responsável por produzir o imunizante Oxford/AstraZeneca no Brasil, se manifestou de forma contrária a encurtar o intervalo.