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POLÍTICA

EDUCAÇÃO

Pressionado pelo STF, Bolsonaro demite Weintraub da Educação

Ministro deixa governo e diz que trabalhará no Banco Mundial; antes ele revogou portaria de contas para negros, indígenas e portadores de deficiência

19/06/2020 às 10h30


POR Redação

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Por pressão do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu demitir o economista Abraham Weintraub do Ministério da Educação. Ele anunciou a saída pela rede social: "Agradeço a todos de coração, em especial ao presidente Jair Bolsonaro, o melhor Presidente do Brasil! Liberdade!", escreveu.

Em um vídeo divulgado por ele, Weintraub aparece ao lado do presidente e agradece ao apoio que vem recebendo. "Sinto cada vez que vocês fazem parte da minha família". "Desta vez é verdade, estou saindo do MEC. Nos próximos dias passo o bastão para o ministro que vai ficar no meu lugar. Neste momento, não quero discutir os motivos da minha saída. Recebi o convite para ser o diretor de um banco e volto para o mesmo cargo, porém no Banco Mundial".

Weintraub ficou pouco mais de um ano à frente do MEC e acumulou derrotas no Congresso Nacional, e nesta semana, também no STF. Após aparecer em vídeo da reunião ministério do dia 22 de abril, criticando os ministros da Suprema Corte.

Histórico

Em fevereiro deste ano, a Medida Provisória (MP) da ID Estudantil, que permitia a emissão de carteirinhas estudantis pelo governo, perdeu a validade sem nem sequer ter sido discutida pelos congressistas. Os parlamentares se queixaram de falta de diálogo.

Outra derrota para o ministro, foi em maio deste ano, quando houve o adiamento da aplicação do Enem devido à pandemia do novo Coronavírus. Mesmo com a crise sanitária e da suspensão das aulas presenciais, Weintraub vinha defendendo a manutenção das datas e associou os pedidos de adiamento à "esquerda".

A decisão pelo adiamento do Enem deste ano aconteceu após um projeto de lei, no Congresso Nacional, que previa o adiamento do exame ser aprovado em decisão quase unânime no Senado. O único que era contra foi o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente.

Nesta semana, na segunda-feira (15), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu a prisão e o afastamento dele, com base no inquérito que investiga fake News, pelo STF, sobre ofensas e ameaças a ministros daquele poder.

Isso tudo vem a pior, quando Bolsonaro fez uma crítica a Weintrau, durante entrevista ao canal BandNews TV, que disse: "não foi muito prudente" o ministro do MEC participar da manifestação a favor do governo no fim de semana.

A situação complicou no decorrer desta semana, na segunda, o Supremo manteve, com maioria dos ministros, Weintraub no inquérito das fake News, com conclusão do julgamento na quarta (17), sendo 9 votos a 1 contra o Weintraub.

Contas em pós-graduação

Na manhã desta quinta-feira, Weintraub revogou uma portaria que estabelecia a política de cotas para negros, indígenas e pessoas com deficiência em cursos de pós-graduação. Ele chegou a responder a apoiadores no Twitter em tom de despedida.

Em decisão publicada no Diário Oficial da União (DOU) foi revogada a portaria de 11 de maio de 2016, assinada pelo então ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Assim não passa mais a valer. À época, Mercadante determinou que instituições federais de ensino superior a apresentarem um plano para a “inclusão de negros (pretos e pardos), indígenas e pessoas com deficiência em seus programas de pós-graduação (mestrado, mestrado profissional e doutorado), como políticas de ações afirmativas”.