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POLÍTICA

ELEIÇÕES

Pesquisa aproxima Bolsonaro de Lula em disputa eleitoral de 2022

Honestidade foi escolhida como principal característica da escolha de um candidato, mas combate à corrupção não esteve em destaque entre as prioridades a serem adotadas pelo governo

23/11/2021 às 11h30


POR Redação

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Levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas, nesta segunda-feira, 22, mostra uma aproximação do atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em possíveis cenários de disputa eleitoral para 2022. Em uma situação eleitoral espontânea, por exemplo, o atual presidente (18,4%) se manteve em apenas 1,3 pontos percentuais atrás de Lula (19,7%). O estudo foi realizado com 867 pessoas, em 164 municípios de todos os 26 estados e no Distrito Federal. 

Enquanto no cenário espontâneo a aproximação é alta, nos cenários estimulados eles se distanciam sutilmente, mas permanecem próximos. Em um cenário com Sergio Moro (Podemos), Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Simone Tebet (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e Rodrigo Pacheco (PSD), por exemplo, Lula se mantém com 34.9% e Bolsonaro com 29,2%. 

O cenário estimulado com menor percentual de diferença entre ambos foi o que Eduardo Leite (PSDB) entra na disputa no lugar de João Doria. Nessa previsão, Lula esteve favorável em comparação a Bolsonaro. Já a previsão de maior distância entre ambos os pré-candidatos à Presidência mais cotados foi o de um segundo turno. A vitória tanto contra Bolsonaro (35,6%) quanto contra Sérgio Moro (29,8%) seria de Lula, que obteve 42,5% e 40,7% nas duas estimativas, respectivamente. 

Foram analisados, inclusive, fatores importantes ao público na escolha de um presidenciável. Disparado, a honestidade foi a característica mais citada e escolhida pelos entrevistados, com 38,1%. Em seguida, esteve a competência (18,4%), a proximidade com o povo (16%) e todas as opções (6,95). Ter experiência política (6,6%) ou ser novo na política (1,6%) também foram pontos mencionados. 

Em avaliação da administração federal da gestão atual, o governo Bolsonaro não obteve estatísticas tão positivas, uma vez que apenas 38,3% disseram aprovar (como ótima ou boa) a atuação – frente a 57,8% que desaprovou (com ruim ou péssima avaliação) o rumo que o país tomou de 2019 até o momento. A maior parte do público que aprovou a administração de Bolsonaro foi do sexo masculino (45,5%). Apenas 31,8% das mulheres disseram aprovar e 4,7% afirmou não saber opinar. Além disso, a faixa etária que apresentou maior tendência a apreciar a atual gestão é a de 35 a 44 anos (43,8%). Jovens entre 16 e 24 anos e idosos de 60 anos ou mais pontuaram menor taxa de aprovação e maior de desaprovação. 

Quanto às demandas do que deve ou não ser prioridade da gestão federal, a saúde e o combate à Covid-19 alcançaram o primeiro lugar, com 21,7%. Em seguida, foram apontados como prioridades a serem solucionadas o desemprego (17,6%), a crise financeira (17,4%) a educação (9,1%) e a má administração pública (7,2%). A área social (6,7%), a corrupção (6,5%) e a politicagem (1,5%) não ganharam tanto destaque.