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POLÍTICA

ALIANÇA

Já fora da prefeitura, MDB pode antecipar a aliança com Caiado

Partido presidido por Daniel Vilela fica momentaneamente sem rumo, mas tem como trunfo a possibilidade de um acordo para apoiar a reeleição do atual governador

06/04/2021 às 08h00


POR Redação

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Em reunião na manhã desta segunda, 5, no Alpha Hotel, o MDB formalizou o aguardado rompimento com o prefeito de Goiânia Rogério Cruz, do Republicanos.

Todos os sérios e compenetrados emedebistas usavam máscara, menos os numerosos oradores, ex-secretários que discursaram repetindo críticas a Cruz e se esforçando por intrigá-lo com o ex-prefeito Iris Rezende – dando, por exemplo, a informação ainda não conhecida de que o Paço Municipal teria instalado uma auditoria para apurar os contratos que Iris assinou para a recuperação do asfalto da capital.

Uma exceção: o presidente estadual do MDB Daniel Vilela discursou sem retirar a máscara.

A reunião teve um tom solene, caracterizada por elogios repetidos ao prefeito eleito Maguito Vilela e, de resto, também a Iris. Alguns oradores, como Agenor Mariano, agora ex-secretário de Planejamento Urbano, falaram por mais de 20 minutos.

O evento emedebista foi transmitido pelo Instagram, chegando, em alguns momentos, a uma plateia de 200 internautas. A tendência do partido de agora em diante é caminhar para antecipar o fechamento de aliança com o DEM do governador Ronaldo Caiado, para as eleições de 2022, quando o democrata disputará a reeleição. Essa aliança já caminhava a passos largos para acontecer de qualquer forma, mas só seria oficializada lá por meados do primeiro semestre do próximo ano.

O presidente do partido, Daniel Vilela vinha observando com “lupa” os cenários das eleições que estão se desenhando para o ano que vem, e não deve ter visto muita coisa interessante, em termos de opções viáveis para fazer aliança. Entre as alternativas detectadas em suas observações, ele deve ter se atentado para duas situações com mais nitidez entre os partidos de perfil liberal: de um lado estará o governador Ronaldo Caiado tentando a reeleição e, de outro, ninguém tem ideia ainda de quem será o candidato da oposição.

Por causa de sua liderança na condição de governador do Estado, Caiado está sendo visto entre muitos partidos como uma espécie de “porto seguro”, para ancorar a maior coligação político-eleitoral para as eleições de 2022. Daniel já fez as contas do tempo que o MDB está fora do poder no Estado e sabe também que o mais prudente é não arriscar colocar a nau emedebista para navegar em águas turvas.

O último governador eleito pelo MDB em Goiás foi Maguito Vilela, em 1994, para o mandato entre 1995 e 1998. De lá para cá já se passaram 24 anos dessa eleição e 22 que o partido deixou o governo.

Sem a presença de Maguito Vilela (morto em janeiro por complicações da Covid-19), Daniel sabe também que não é prudente para ele correr o risco de passar mais quatro anos sem mandato, embarcando em projetos de pouca sustentação política. Ele tem sido alertado por pessoas mais próximas de que, se ele ficar mais quatro anos sem mandato, simplesmente o prejuízo político para a sua carreira será impensável.

Ademais, no que depender dos votos de prefeitos e dirigentes municipais da sigla no interior, não existe mais nenhuma resistência dos emedebistas em fechar aliança com o governador Ronaldo Caiado. Muito pelo contrário, o apoio é geral. Até porque por trás desta engenharia existe um torcedor de grande credibilidade junto ao MDB, que se chama Iris Rezende Machado, hoje um grande amigo do democrata, com quem troca visitas e toma um bom café, enquanto discutem assuntos gerais do cotidiano.