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POLÍTICA

PROJETO POLÍTICO

Com enfraquecimento de Daniel Vilela, Gustavo Mendanha vira o olho para 2022

Por enquanto aliados, os dois líderes emedebistas podem entrar em rota de colisão na disputa pela vaga de candidato a governador

07/04/2021 às 15h00


POR Redação

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Após ser reeleito com 95,8% dos votos válidos ano passado, o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha e seus assessores mais chegados acham que ele está “pronto” para dar um salto na sua carreira política e disputar o governo de Goiás nas eleições de 2022.

Mas, para alcançar esse objetivo, o prefeito de Aparecida precisa suplantar a liderança de Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, nome natural da legenda para uma eventual disputa ao governo na eleição do ano que vem. Se não quiser ser candidato, Daniel tem a alternativa de uma vantajosa composição com o governador Ronaldo Caiado. Uma das hipóteses seria a sua figuração na chapa da reeleição como candidato a vice, o que o levaria fatalmente a ser o nome com mais possibilidades daí a 4 anos, no pleito de 2026.

Mas surgiu uma oportunidade para Mendanha, com o enfraquecimento de Daniel Vilela decorrente da perda de poder na prefeitura de Goiânia, depois que todos os secretários indicados pelo MDB foram expurgados do Paço Municipal. 

No início do ano, já empossado em seu segundo mandato, Gustavo Mendanha começou a executar uma agenda de audiências prefeitos e ex-prefeitos de diversos partidos para “mostrar” suas realizações em Aparecida e apresentar-se como alternativa ao pleito do ano que vem. Os visitantes eram levados a conhecer o Centro Tecnológico de Aparecida, a espetaculosa sala repleta de telas para monitoramento das principais ruas dacidade, principal peça do marketing da “cidade inteligente” propagandeado pelo prefeito e seus seguidores.

Um contratempo surgiu: desde fevereiro, as visitas das liderançasmunicipais ao gabinete de Mendanha na Cidade Administrativa tiveram que ser suspensas, em razão do agravamento da pandemia da Covid-19 e da contaminação de familiares do prefeito e dele próprio.

 

Superando esse momento delicado, a expectativa é de que os contatos de Mendanha com prefeitos e ex-prefeitos para discutir as eleições de 2022 sejam retomados a partir de julho. Ele tem na gaveta um projeto de lei, a ser enviado à Câmara Municipal, autorizando Aparecida a enviar máquinas pesadas para auxiliar na manutenção de estradas e outras necessidades em outros municípios – obviamente com o objetivo de angariar simpatias eangariar apoio de prefeitos.


PSD diz que MDB se envolveu 
“em triste disputa por cargos”

 

Nota assinada pelo presidente estadual Vilmar Rocha lembra a denúncia de fraude eleitoral feita pelo candidato do partido Vanderlan Cardoso em 2020

 

Através de um comunicado oficial assinado pelo presidente estadual Vilmar Rocha, o Partido Social Democrático (PSD) lamentou a crise político-administrativa decorrente da demissão coletiva de 21 cargos de primeiro escalão na prefeitura de Goiânia. De acordo com a sigla, “seus filiados e seu quadro de parlamentares nas esferas municipal, estadual e federal externa sua preocupação” com o futuro de Goiânia.

O partido define a debandada do MDB da gestão do prefeito Rogério Cruz como “triste disputa de cargo e de poder pelo poder”. Ainda ressaltou que Vanderlan Cardoso, quando disputou as eleições ao lado de Maguito Vilela, alertou para “uma suposta fraude no processo eleitoral”. Para o PSD, a sigla foi mal interpretada na ocasião.

Leia a nota na íntegra:

O Partido Social Democrático (PSD) – Goiás vem a público lamentar o momento vivido pela cidade de Goiânia, que enfrenta crise político-administrativa com a demissão coletiva de 14 secretários ligados ao MDB, ocorrida nesta segunda-feira, 5 de abril.

O PSD, seus filiados e seu quadro de parlamentares nas esferas municipal, estadual e federal, externa sua preocupação com a cidade de Goiânia e seu futuro. Há muito o que fazer na administração da capital goiana e o tempo dos gestores deveria estar sendo usado para esse fim, mas, infelizmente, o que se assiste é uma triste disputa de cargos e de poder pelo poder.

É preciso garantir o funcionamento da gestão das mais de 154 unidades de saúde, 381 unidades educacionais, da limpeza e manutenção das ruas, praças e prédios, da segurança, mas, principalmente, da geração de emprego e renda para os goianienses, para vencer esta crise econômica, a continuidade das obras paralisadas, sobretudo o BRT e asfaltamento e recapeamento da malha asfáltica nos bairros. Mais que isso! É preciso garantir a vacinação contra Covid-19 de todos os goianienses.

Vale lembrar que durante a campanha eleitoral de 2020, em que o então candidato senador Vanderlan Cardoso disputou a cadeira da Prefeitura de Goiânia com Maguito Vilela, o partido tentou alertar para uma suposta fraude no processo eleitoral. O candidato oficial se achava inconsciente, vítima de coronavírus e o candidato a vice, hoje prefeito Rogério Cruz, foi retirado de cena para não debater a cidade. Infelizmente, naquela ocasião, o partido foi mal interpretado quando tentou alertar a população sobre o que está acontecendo agora.

Novamente Goiânia fica em segundo plano para dar lugar à disputa de cargos entre partidos que deveriam estar cuidando dos problemas da cidade. O PSD não se furtará em ajudar a cidade contribuindo com ideias, sugestões e apontando soluções, mas também não vai abrir mão de fiscalizar a gestão e suas ações administrativas em prol dos goianienses.

Goiânia merece mais!

VILMAR ROCHA
PRESIDENTE ESTADUAL DO PSD EM GOIÁS