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Sexta-feira. 04/12/2020
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MUNDO

CONSCIÊNCIA NEGRA

Dia da Consciência Negra: casos de racismo que marcaram 2020

Movimento Black Lives Matter, caso George Floyd, ataques a personalidades e mais; confira o que foi notícia este ano

20/11/2020 às 12h30


POR Redação

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O Dia da Consciência Negra é celebrado neste 20 de novembro para que a sociedade se dedique à reflexão de questões como preconceito, inclusão, discriminação e racismo. Temas esses que ganharam a imprensa internacional e o mundo em 2020 por uma onda de protestos originada nos Estados Unidos em torno do movimento Black Lives Matter, ou Vidas Negras Importam, em Português. Relembre a seguir alguns dos casos mais marcantes do ano no Brasil e no restante do Globo.

Caso George Floyd

O segurança George Floyd morreu no dia 25 de maio, após Derek Chauvin, na época policial de Minnesota, Estados Unidos, ficar ajoelhado no pescoço dele por oito minutos e quarenta e seis segundos. A cena foi filmada por várias pessoas e mostram Floyd deitado no chão e algemado, dizendo que não conseguia respirar. Chauvin e outros três policiais que ajudaram a conter Floyd foram demitidos no dia seguinte.

George estava sendo acusado pelos agentes de utilizar uma nota 20 dólares falsificada em uma loja de conveniência. O assassinato do segurança motivou manifestações em várias partes do mundo e iniciou uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial americana que durou oito dias seguidos.

Derek Chauvin foi indiciado por homicídio culposo e homicídio não-premeditado, enquanto os outros policiais foram imputados como cúmplices. Após pagar fiança de 1 milhão de dólares no início de outubro, Chauvin está respondendo o processo em liberdade.

O rapper Kanye West doou US$ 2 milhões (R$ 10,2 milhões) para as famílias de George Floyd e de outros negros que foram assassinados nos Estados Unidos neste ano. Em junho, em um protesto antirracista, o Spotify, gravadoras, artistas e rádios americanas se juntaram à campanha “The Show Must Be Paused” (o show deve ser interrompido).

Mundo

Em fevereiro, Tobias Rathjen, 43 anos, matou dez pessoas – incluindo a própria mãe – e se suicidou em Hanau, subúrbio de Frankfurt, na Alemanha. Em sua casa, a polícia encontrou um manifesto de 24 páginas que pede o “extermínio de raças inferiores” e um vídeo que mistura insultos extremistas e frases de Adolf Hitler. Segundo as autoridades, Rathjen agiu por motivos racistas e xenófobos.

Após o caso de George Floyd, várias celebridades se manifestaram e entraram na causa antirracista. No final de maio, a cantora Lady Gaga usou o Instagram para criticar o presidente Donald Trump, a quem chamou de racista. “Trump controla o escritório mais poderoso do mundo e mesmo assim não consegue oferecer nada além de ignorância e preconceito“, escreveu.

Em junho foi a vez de Stevie Wonder criticar o presidente dos EUA. “Eu consigo enxergar melhor do que a sua [Trump] visão de 2020”, ironizou o cantor, que é cego, em um vídeo em que comenta os temas sociais e a discriminação racial.

Já o desabafo contra racismo de Keedron Bryant, de apenas 12 anos, virou um single após o sucesso no Instagram. A filmagem do garoto cantando uma música escrita por sua mãe foi vista mais de 4 milhões de vezes e emocionou nomes como Barack Obama e LeBron James.

A plataforma de streaming HBO Max precisou retirar o filme ‘E O Vento Levou…’ do catálogo após protestos contra racismo, pois o longa mostra escravizados conformados e proprietários de escravos heroicos. Dias depois a obra voltou à plataforma, agora com alerta antirracista.