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MUNDO

IRÃ x EUA

Câmara aprova resolução que freia ações militares de Trump contra o Irã

Texto ainda precisa de aval do Senado americano. Caso medida seja de fato acatada, Trump precisará de autorização do Congresso antes de realizar ataques

10/01/2020 às 12h30


POR Redação

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A Câmara dos Deputados dos EUA aprovou nesta quinta-feira (9) uma resolução que restringe ações militares do presidente Donald Trump no conflito com o Irã, dias após ele ter ordenado um ataque com drone que matou o comandante da Guarda Revolucionária do país. Pela determinação, que ainda vai ao Senado, o presidente seria obrigado a pedir autorização ao Congresso antes de tomar outras medidas relacionadas ao tema.

O resultado foi de 224 votos a favor contra 194, refletindo a divisão na Casa entre democratas, que acusam Trump de agir de forma imprudente, e republicanos, que apóiam fortemente o presidente. A medida vai a votação no Senado e deve enfrentar resistência na Casa, onde os republicanos são a maioria, 53 contra 47.

Na quarta-feira, Trump deu sinais de que não pretende ir à guerra contra a República Islâmica após a tensão gerada por um ataque americano com drones que matou o principal comandante militar iraniano, tendo como resposta de Teerã o lançamento de mísseis contra bases que abrigam forças americanas no Iraque.

Mas a bancada democrata e dois membros republicanos do Senado expressaram ceticismo em relação à justificativa do governo sobre a ordem de Trump de matar o general Qassem Soleimani, e estão exigindo que o Congresso reafirme seu poder sobre o uso das forças armadas dos Estados Unidos pelo Comandante em chefe contra outra nação.

Citando a Resolução dos Poderes de Guerra de 1973, que proíbe um presidente de levar o país à guerra sem a aprovação do Congresso, a medida “ordena que o presidente suspenda o uso das forças armadas dos Estados Unidos para participar de hostilidades contra o Irã ou qualquer parte do seu governo ou ala militar”.

Mas o texto, apresentado pela congressista Elissa Slotkin, ex-funcionária da CIA com vasta experiência no Iraque, também prevê exceções importantes, permitindo o uso da força para defender ou impedir um ataque “iminente” contra os Estados Unidos ou os americanos.