Publi queimada
Logomarca
Nublado
º
min º max º
CapaJornal
Versão Impressa Leia Agora
Domingo. 14/07/2024
Facebook Twitter Instagram
COLUNISTAS

ENTRETENIMENTO

DIVERSÃO

Parque de trampolins de Goiânia tem entrada gratuita para autistas em abril

Promoção visa a beneficiar público que encontrou no Space Jump um refúgio para brincar e se divertir

10/04/2024 às 14h30


POR Redação

facebook twitter whatsapp
O Space Jump, primeiro parque de trampolins de Goiânia, localizado no Shopping Estação, está com entrada gratuita para autistas durante este mês de abril. A promoção visa a trazer reconhecimento para esse público carente de espaços adequados para suas necessidades e que adotou o Space Jump como um refúgio para se divertir e socializar.
 
O CEO da Space Jump, Cleiton Vilasboas Souza Magalhães, explica que a ideia da campanha de gratuidade para autistas veio como forma de privilegiar o público que representa uma parcela expressiva dos frequentadores. “Passado algum tempo da nossa inauguração, a gente começou a ter a percepção que o público autista teria que ter uma atenção especial por causa da sensibilidade de boa parte deles ao barulho e do comportamento deles dentro do espaço. Os pais vinham e comentavam que o Space Jump era uma forma muito diferente deles interagirem com outras pessoas, com outras crianças. Foi uma grata surpresa que pessoas tão especiais conseguiram no nosso espaço ter uma dinâmica de interatividade social, que costuma ser o maior problema do autista”, diz.
 
De acordo com Cleiton, os autistas representam hoje cerca de 5% do público do Space Jump, sendo sempre recebidos com atenção especial. “A gente acolheu esse público como o nosso mote de atividades. Então a gente tem sempre feito campanhas e programas para os autistas, porque a gente agora pode dizer que sabe lidar com as necessidades deles”, afirma o CEO.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o transtorno do espectro autista (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.
 
Estimativas do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) apontam que há um caso do transtorno a cada 36 crianças nos Estados Unidos. Ainda que não existam estatísticas atualizadas referentes à população brasileira, pode-se usar os números do CDC como referência para a nossa realidade.
 
De origens genéticas e ambientais, o autismo é uma condição de nascença e não pode ser adquirida ao longo da vida, apesar de em muitos casos haver um diagnóstico tardio em virtude, dentre outros motivos, da variação da intensidade de seus sinais. Em muitos casos, as pessoas dentro do espectro apresentam hipersensibilidades diversas, muitas vezes referentes à luz, ao som ou a texturas.
 
Sobre o Space Jump
 
O Space Jump surgiu em 2019, em Brasília, como iniciativa de Cleiton, inspirado por experiências que teve com os filhos em estabelecimentos semelhantes nos Estados Unidos. Com o sucesso da empreitada, a iniciativa foi levada a Goiânia em 2023, onde também cativou o público.
 
O espaço oferece atrações como o Free Space Jump, onde os frequentadores se deparam com muitos metros de trampolins conectados e o incentivo para pularem à vontade; o Space Dodgeball, uma queimada em que o diferencial é a possibilidade de demonstrar suas habilidades pulando, girando e deitando; e o Space Spoon, em que adultos e crianças podem saltar de uma grande altura em uma piscina de espumas.
 
Hoje, cerca de 70% dos frequentadores estão na faixa entre 4 e 16 anos de idade. Boa parte do público restante é formado por adultos que vão acompanhar os filhos e acabam também por voltarem a se sentir crianças no local. “Muitos nunca entraram em um trampolim e querem sentir a sensação de brincar. Se dão essa oportunidade e acabam tendo esses momentos memoráveis de diversão ao lado dos filhos”, comenta Cleiton.
 
De acordo com ele, acontecimentos como esses vão ao encontro da premissa do parque, que é o de, ao menos por alguns momentos, afastar as crianças e os jovens das “armadilhas” da modernidade. “O parque tem o objetivo de tirar as crianças da ansiedade, do celular, dos jogos, e trazê-las para uma atividade lúdica, interativa com outras crianças. Fazemos isso por meio das brincadeiras e do contato com a família e outras pessoas em um momento de diversão. Esse é o nosso propósito”, destaca.