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MOMENTO POLÍTICO | José Luiz Bittencourt

POLÍTICA

Coluna Momento Político - 30 De Novembro De 2021

30/11/2021 às 11h37


POR MOMENTO POLÍTICO | José Luiz Bittencourt

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DANIEL VILELA FAZ O DEVER DE CASA E ELIMINA ARESTAS QUE PODERIAM ATRAPALHAR CAIADO

O presidente estadual do MDB Daniel Vilela, em sua fase “mais Maguito Vilela e menos Daniel”, mote que ele mesmo cunhou em alusão à vontade de incorporar o espírito conciliador do pai em detrimento da sua essência pessoal outrora beligerante, vem se comportando como uma raposa experiente ao trabalhar para eliminar as arestas que o seu histórico político abriu em pontos específicos da base do governador Ronaldo Caiado. Ele já entrou em processo de aproximação com o prefeito de Goiânia Rogério Cruz, com o qual havia rompido depois que os secretários indicados pelo MDB foram afastados da equipe do Paço Municipal, no início deste ano. Resolveu em definitivo as diferenças com os prefeitos Paulo do Vale, de Rio Verde, e Fausto Mariano, de Turvânia, expulsos do MDB por apoiar Caiado em 2018. Move-se com cuidado para fazer o mesmo em relação a Renato de Castro, ex-prefeito de Goianésia e hoje presidente da Codego, e Adib Elias, prefeito de Catalão, também chutados para fora do partido pelo mesmo motivo. Aparentemente, já está em paz com o secretário de Governo Ernesto Roller, que se desfiliou antes de também ser expulso como dissidente. Em sentido oposto, passou a se referir ao seu ex-aliado Gustavo Mendanha, prefeito de Aparecida, com palavras duras, que, de tão contundentes acabaram não sendo respondidas à altura (Mendanha engoliu calado a acusação de que nada fez e apenas herdou a casa arrumada do seu antecessor Maguito). Quer dizer: é outro Daniel Vilela o que temos no palco da política estadual agora, mais vivido e amadurecido.

O POPULAR APERTA MENDANHA E ELE NÃO CONSEGUE SE EXPLICAR

Para quem sabe ler um pinto é letra: a entrevista de página inteira do prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha a O Popular, a sétima em 3 ou 4 meses, dessa vez não teve o tom habitualmente tolerante quanto as perguntas da jornalista Fabiana Pulcineli. Pela primeira vez, Mendanha foi confrontando que a pedreira que tem pela frente para viabilizar a sua candidatura a governador, a partir do fato de que não tem sequer um partido ao qual se agarrar, perdeu o apoio do PL e a possibilidade de ingressar no Podemos e foi obrigado a admitir que só conta mesmo a possibilidade de se filiar a legendas nanicas, como o PROS. Na área administrativa, foi perguntado e não conseguiu responder sobre as pesquisas de instituições nacionais, como a Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, que mostraram queda nos investimentos e na competitividade de Aparecida depois que a prefeitura foi passada de Maguito Vilela para o atual prefeito. A desculpa esfarrapada que Mendanha deu foi a de que priorizou recursos para o enfrentamento à Covid-19, o que é pura lorota e não esclarece a marcha à ré dos principais indicadores econômicos e sociais que o município tomou a partir da ascensão do atual prefeito.

 ÍNDICES NEGATIVOS DE APARECIDA EVIDENCIAM GESTÃO SEM PROJETO DE DESENVOLVIMENTO

O que acontece em Aparecida? Há um prefeito que sonha em ser governador, mas é bombardeado por avaliações da sua gestão quer indicam problemas graves para o município, como os levantamentos recentes do Instituto Rio Branco (30 mil crianças sem vagas em creches); da Firjan – Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (que mostrou queda brutal nos investimentos da prefeitura); e do CLP – Centro de Liderança Pública, órgão ligado à Bolsa de São Paulo (revelando que Aparecida despencou no Ranking de Competitividade dos Municípios). Convenhamos: dados negativos como esse, pelo peso e abrangência, não servem para credenciar nenhum político a governar Goiás, ao contrário.

PACOTE DE BENEFÍCIOS PARA PROFESSORES ALUNOS E NÃO TEM PRECEDENTES NA HISTÓRIA

É difícil encontrar no passado recente de Goiás um governador com tanta receptividade e popularidade entre os professores da volumosa rede de ensino estadual quanto Ronaldo Caiado. A valorização do magistério e o pacote de benefícios atribuídos até agora, em menos de 3 anos de gestão, simplesmente não tem precedentes na história, estendendo-se também aos funcionários administrativos quanto as benesses salariais e aos próprios alunos em termos de condições físicas (100% das escolas reformadas e modernizadas) e suporte para o aprendizado, a exemplo dos notebooks para todos os matriculados na última série do Ensino Médio e do auxílio de R$ 100 reais mensais, nesse caso indistintamente pago a quem estiver com a frequência em dia. Caiado fez e faz muito mais, como os bônus acrescentados aos vencimentos mensais e o 14º salário para os professores, além de ajudas específicas para pagar internet e comprar computadores. É algo que nunca se viu antes. E lembrando que se trata de um público naturalmente formador de opinião, capilarizado pelo Estado inteiro. As repercussões nas eleições do ano que vem serão significativas, é fácil prever.

UM ÊXITO E TANTO: CRISTIANE SCHMIDT CONSOLIDA A RECUPERAÇÃO FISCAL DO ESTADO

A fase em que o governador Ronaldo Caiado ingressou, prestes a iniciar o seu 4º ano de mandato, quando disputará a reeleição, vem sendo marcada por uma agenda diária de intensas entregas, cobrindo obras físicas e mais ainda programas de caráter social (oportunas em tempos de inflação e de ressaca do período mais duro da pandemia de Covid-19), só é possível graças à recuperação fiscal do Estado – um feito que será a grande marca do 1º mandato do governador. Para 2022, o orçamento do Estado está projetado sem qualquer déficit, o que vai simbolizar a conquista da estabilidade financeira e o fim do desequilíbrio entre receitas e despesas em Goiás. Silenciosamente, sem atrair holofotes, trabalha com sucesso nessa frente a economista Cristiane Schmidt como secretaria de Economia, garantindo seu lugar na história do Estado como a melhor titular da pasta (na verdade, Secretaria da Fazenda, apesar da mudança de nome) de todos os tempos. A professora, que é do Rio de Janeiro, onde se deu a sua vida acadêmica, vai deixar um dia Goiás credenciada para posições mais elevadas no contexto federal e não é exagero supor que estará habilitada até mesmo ao Ministério da Economia. É esperar e conferir.

LUIZ DO CARMO DEVERIA TER JUÍZO E SE CANDIDATAR A DEPUTADO REDERAL

O senador pelo MDB de Goiás Luiz do Carmo, na verdade, não é um senador. É alguém que desceu de paraquedas no Senado Federal, a mais importante Casa legislativa do país, sem receber um único voto isso, após assumir como 1º suplente depois da renúncia de Ronaldo Caiado para assumir o governo de Goiás. Mesmo sem perfil majoritário e liderança política orgânica, Carmo ganhou uma chance de ouro: quatro anos de mandato como senador, mas não aproveito, não passando de uma figura apagada e sem expressão no Congresso Nacional, maior palco da história política nacional. Não pronunciou uma só palavra que servisse para qualquer finalidade e se filiou de modo o mais rastejante possível ao comando do presidente Jair Bolsonaro, que o ignorou completamente e nunca sequer o convidou como acompanhante para qualquer uma das suas visitas a Goiás. Luiz do Carmo pretende, agora, disputar a reeleição, para o quê não tem a menor chance. Mas, com esse currículo, fica difícil pedir voto. Se tivesse juízo, seria candidato a deputado federal e ainda assim teria uma eleição difícil.

EM RESUMO

  • O CadÚnico de Aparecida, responsabilidade da prefeitura municipal, está completamente desatualizado. Consta que seriam quase 40 mil inscritos, mas na verdade o número não chega a 3 mil.

 

  • Ocorre que o Auxílio Brasil, do governo federal, e o programa Mães de Goiás, do governador Ronaldo Caiado, serão distribuídos apenas a inscritos no CadÚnico. Muita gente vai ficar no prejuízo.

 

  • Candidatos à Câmara Federal, os deputados estaduais Major Araújo e Delegado Humberto Teófilo não têm bases sólidas para voar tão alto. Mas eles acreditam que serão eleitos pelas redes sociais.

 

  • O prefeito de Aparecida Gustavo Mendanha comemorou o apoio de Roberto Dentista, candidato derrotado do DEM à prefeitura de Rianápolis. É sério. Roberto Dentista vai apoiar Mendanha para governador.

 

  • Depois de 5 mandatos consecutivos, o deputado federal Rubens Otoni corre o risco de não se reeleger: o cansaço das suas bases é visível. E haverá concorrentes de expressão no PT, como Adriana Accorsi.

 

  • Aliás, se sair a federação entre o PT e o PSB, mais um nome de peso entrará na disputa com Otoni, ou seja, o atual deputado federal Elias Vaz. É aí que ele perderá de vez as chances de ganhar o 6º mandato.

 

  • O resultado de Goiás nas prévias do PSDB que escolheram o governador paulista João Dória como candidato a presidente foi ocultado por ordem do presidente estadual do partido Marconi Perillo.

 

  • Sinal de que, na terra de um dos seus mais íntimos aliados, João Dória perdeu a disputa para o governador gaúcho Eduardo Leite. Marconi não conseguiu retribuir o apoio que recebeu depois da queda.

 

  • Consta que o governador Ronaldo Caiado defende o apoio do DEM (que está em fusão com o PSL para se transformar no União Brasil) ao ex-juiz Sérgio Moro, que segue crescendo nas pesquisas.