PUBLI PREFEITURA DE GOIÂNIA CORONA TOPO PREMIUM
Logomarca
Nublado
º
min º max º
CapaJornal
Versão Impressa Leia Agora
Domingo. 12/07/2020
Facebook Twitter Instagram

CIDADES

GOIÁS

Três meses de lockdown em Goiás evitariam 13 mil mortes, diz estudo

O estudo foi elaborado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), que apontou uma estratégia de fechamento e funcionamento "14 por 14"

29/06/2020 às 18h30


POR Redação

facebook twitter whatsapp

Durante uma reunião online na manhã desta segunda-feira (29/6), o professor Thiago Rangel da Universidade Federal de Goiás (UFG) expôs um estudo onde aponta que três meses de lockdown em Goiás evitariam cerca de 13 mil mortes.

A reunião conta com a participação do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que discute com prefeitos e demais autoridades os novos passos de prevenção e combate ao novo coronavírus.

Uma parte do estudo leva em consideração o fechamento total de todas as atividades no estado a partir do dia 26 de junho até o mês de setembro. Segundo Thiago Rangel, cada município  apresenta suas particularidades, mas os dados apontam a situação no Estado no geral. Ele ressalta ainda que não é uma recomendação, mas sim uma estimativa caso a medida fosse implantada.

Lockdown em Goiás: situação de mortes no estado caso a medida fosse adotada

A simulação do lockdown em Goiás foi feita a partir do dia 26 de junho de 2020, projetando o isolamento social em cada município conforme esteve após o primeiro decreto estadual, entre os dias 23 a 29 de março, quando a média estadual foi de 55,29%.

Levando em consideração o funcionamento de todas atividades, o estudo exposto pelo o professor Thiago Rangel, o estado teria cerca de 18 mil mortes até o mês de setembro. Caso o fechamento total fosse implantado, o número total seria em cerca de 4 mil.

A diferença entre as duas medidas poderia evitar cerca de 13.500 óbitos. Para exemplificar, Thiago Rangel comparou a quantidade de mortes com toda a população de São João D’Aliança, município do interior de Goiás. “É como se o município de São João D’Aliança tivesse 100% de óbito. Essa é a diferença de deixar tudo aberto e fechar tudo.”.

O professor ainda ressalta o haveria grande impacto sócio-econômico no estado caso acontecesse o fechamento total, além do agravamento de desigualdades e uma possível baixa adesão da medida.

Entretanto, o fechamento ou funcionamento total não são as medidas ideais para o estado, pois não são as únicas maneiras de evitar a disseminação do novo coronavírus, segundo Thiago Rangel. Uma outra opção apontada seria o isolamento “14 por 14, sendo fechamento e funcionamento, respectivamente. A medida é apoiada pelo governador Ronaldo Caiado.