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CIDADES

TRANSPORTE

Transporte coletivo continuam operando na Grande Goiânia com restrições

Portaria será feita para que os passageiros não fiquem desatendidos, com escalonamento para a entrada dos funcionários no trabalho, para que nos horários de pico haja menor número de usuários nos ônibus, paradas e terminais

24/03/2020 às 12h30


POR Redação

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Os ônibus do transporte coletivo da Região Metropolitana de Goiânia devem continuar circulando, pelo menos por enquanto. A garantia foi feita pelo presidente da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC), Benjamin Kennedy. Segundo ele, será elaborada uma portaria entre a Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos do Governo do Estado de Goiás (AGR) e a CMTC que irá regulamentar o decreto do governo estadual que impõe limites para veículos que transportam passageiros no Estado. 

A CMTC informou que ficou acertado que o passe-livre para o idoso continuará ativo para atender a parcela que necessita de atendimento e tratamento de doenças crônicas. A Polícia Militar vai atuar na checagem desse trânsito de idosos, fazendo a orientação necessária sobre o bom uso do transporte para se evitar o contágio. 

No documento será proposto um escalonamento para a entrada dos funcionários em seus locais de trabalho, para que nos horários de pico haja menor número de usuários nos ônibus, paradas e terminais. A medida busca adequar o atendimento à liminar da Justiça e ao decreto estadual que prevê que os ônibus transportem passageiros somente sentados.

A medida foi tomada durante reunião realizada na segunda-feira (23) no Paço Municipal, envolvendo representantes dos governos municipal, estadual e em outra feita no domingo (22), com representantes das empresas de ônibus e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Goiás (Sindittrasporte) que pediam a suspensão do serviço. 

Equipamentos para proteção

Outro assunto à tona durante o encontro foi o fornecimento de equipamentos necessários para proteção dos motoristas, o que gera preocupação entre os profissionais. A CTMC solicitou junto às esferas municipais e estadual, que viabilizem para empresas de ônibus máscaras, luvas, aventais, álcool em gel 70%. A solicitação ainda não teve retorno.

Para Kennedy, o documento dará condições para o transporte coletivo operar normalmente sem oferecer riscos. O presidente não deu data para a divulgação desse documento. A interrupção do serviço de transporte coletivo partiu do sindicato dos motoristas, já que a categoria teme a proliferação de casos do novo Coronavírus. A única exceção seria relacionada ao transporte de profissionais da saúde, mas a frota e o número de motoristas que serão designados para a função ainda não estão definidos.

A paralisação estava agendada para começar hoje. As empresas alegaram não ter ônibus suficiente para atender a determinação feita pelo governador Ronaldo Caiado, onde todos os passageiros devem estar sentados durante as viagens, para evitar o contágio pelo Coronavírus. Cada veículo possui espaço para transportar 32 passageiros sentados. Além disso, outra alegação feita é de que há condições de colocar toda a frota na rua, já que cerca de 300 motoristas foram dispensados.

Kennedy ressaltou que o ideal seria que esse atendimento fosse exclusivamente aos funcionários das empresas que possuem permissão para funcionar em período de vigência do decreto do governo estadual, que restringe a abertura de estabelecimentos comerciais para conter as aglomerações de pessoas, durante a pandemia do Coronavírus. Apenas quem trabalha nas áreas de Saúde, de gênero alimentício e outras que deveriam estar liberadas pelo decreto é que estariam autorizadas a usar o transporte coletivo.

O decreto Estadual

A determinação do governador Ronaldo Caiado, faz parte do novo decreto Estadual, e limita a lotação por ônibus. O documento informa que os veículos só poderiam transportar a quantidade de pessoas suficiente para ocupar os assentos, como forma de impedir a aglomeração dentro dos ônibus, que tem sido objeto de ação judicial da Defensoria Pública do Estado (DPE). A medida tem a intenção de evitar a proliferação do novo coronavírus (Covid-19) nas cidades.

No decreto, o governador proíbe que esse sérvio seja suspenso, já que é tratado como essencial. Ideia que contraria o pedido da CMTC, que vê a necessidade de interromper o transporte coletivo por acreditar que este é um disseminador da Covid-19. Ao invés de um ônibus, será necessário mais dois para transportar a mesma quantidade de passageiros. De acordo com o presidente da CMTC, nos dias úteis a operação máxima atualmente na Região Metropolitana é com cerca de mil veículos, restando apenas cerca de 200 como reserva. O serviço de transporte coletivo já tem operado com a capacidade reduzida, fazendo com que fosse aberta uma ação civil pública da DPE para que a operação retornasse ao máximo.