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Quarta-feira. 01/12/2021
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CIDADES

OAB-GO

Sem avançar nas pesquisas, Pepê apela a agressões pessoais contra Rafael Lara

Corrida pela OAB-GO entra numa nova fase, com o oposicionista Pedro Paulo intensificando ataques com a utilização de colega da advocacia que declarou portar transtornos psiquiátricos

15/10/2021 às 08h55


POR Redação

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A disputa pela OAB-GO, com desfecho previsto para 19 de novembro, data da eleição da nova diretoria, entrou em nova etapa e está ainda mais agressiva entre o segundo e o primeiro colocado nas pesquisas. A campanha de Pedro Paulo de Medeiros, na tentativa de reduzir a distância registrada nos levantamentos de intenção de voto, partiu para o ataque. Desta vez, Pepê – como é conhecido na advocacia goiana – usa uma advogada com problemas psiquiátricos declarados judicialmente, por iniciativa dela mesma, para disseminar acusações contra o adversário da situação, Rafael Lara.

O ambiente para ataques é novamente as redes sociais. Nos últimos dias, a campanha de Pedro Paulo lançou no ar um vídeo assinado pelo próprio candidato no qual uma apresentadora faz uma série de acusações contra Lara, entra estas a de que o candidato da situação estaria sendo acusado de assédio.

Concomitante a divulgação do vídeo da campanha de Pedro Paulo, uma mensagem passou ser distribuída no WhatsApp aos membros da advocacia em Goiás na qual se acusa Lara de ter tido uma relação extraconjugal com V.M.S (o nome da advogada será preservado porque há uma série documentos que serão relatados nesta matéria na qual se comprova que a suposta vítima foi diagnosticada com transtorno mental leve).

“O caso ganhou proporções públicas e hoje é objeto de investigação da Polícia Civil, que inclui acusações de assédio de um lado e de ameaças e injúria do outro”, diz a mensagem apócrifa distribuída aos advogados. Além desta, o texto não assinado remete a outras acusações feitas contra Lara no vídeo feito pela campanha de Pedro Paulo.

A conduta da campanha de Pedro Paulo tem espantado membros da advocacia, que a tem qualificam como “agressiva” por extrapolar nos ataques ao utilizar uma colega de 41 anos com problemas psiquiátricos. Ao usar V.M.S para tentar desgastar Lara, Pepê ignorou que a colega já se declarou até para a Justiça com o diagnóstico de transtorno mental leve e transtorno de humor.

“A requerente possui doenças classificadas com os CID; F-70, e também CID; F 06.3, faz acompanhamento psiquiátrico regularmente desde 2009 no ambulatório municipal de saúde de Goiânia”, declara V.M.S em um Mandado de Segurança que ela impetrou contra a prefeitura de Goiânia para garantir tratamento psicológico no município.

Logo em seguida complementa: “Antes desse período fazia tratamento em outras unidades de saúde, no entanto sem regularidades, pois tinha resistência ao tratamento, e por isso nestes períodos teve várias crises graves acompanhadas de tentativas de suicídios, tendo sido internada por 2 vezes em clínicas psiquiátricas, e por quatro vezes em hospitais convencionais, onde teve que ficar em UTI, em decorrência dessas tentativas de suicídio”.

Além do processo judicial contra o município de Goiânia, a campanha de Pedro Paulo desprezou outra informação pública na qual V.M.S se declara com deficiência para realizar um concurso para uma carreira da Segurança Pública do Estado de Goiás.

A decisão de expor a colega foi interpretada dentro da advocacia com uma atitude de “desespero” da campanha de Pedro Paulo após publicação de mais uma pesquisa Serpes na qual Rafael Lara é confirmado à frente na corrida pela presidência da OAB. O levantamento revela que Pepê encontra dificuldades para avançar nas intenções voto, principalmente entre as advogadas. O que deve piorar após expor uma mulher com histórico de tratamento psiquiátrico para atacar o adversário.

Bolsonaro revela que chora sozinho no banheiro, mas Michelle nunca viu

Num encontro organizado por uma igreja evangélica em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na noite desta quinta-feira (14), que chora no banheiro em casa.

"Cada vez mais nós sabemos o que devemos fazer. Para onde devemos direcionar as nossas forças. Quantas vezes eu choro no banheiro em casa? Minha esposa [Michelle Bolsonaro] nunca viu. Ela acha que eu sou o machão dos machões. Em parte, acho que ela tem razão até", declarou Bolsonaro.

"O que me faz agir dessa maneira? Eu não sou mais um deputado. Se ele errar um voto, pode não influenciar em nada. Um voto em 513. Mas uma decisão minha mal tomada, muita gente sofre. Mexe na bolsa, no dólar, no preço do combustível", afirmou.

O presidente tem atuado para reforçar laços com bases evangélicas, de olho nas eleições de 2022. Auxiliares de Bolsonaro estão preocupados com as tentativas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de abrir pontos de interlocução com os evangélicos. Isso em um cenário de insatisfação de líderes religiosos com a demora da confirmação de André Mendonça para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.


No discurso da noite desta quinta, o presidente repetiu os argumentos comumente usados por ele, como a defesa de pautas conservadoras, críticas contra medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos e questionamentos à eficácia das vacinas.

"Olha, aquele partido [PT] que esteve com o MEC [Ministério da Educação] entregue por 12 anos a uma pessoa [Fernando Haddad], que ficou para trás comigo no 2º turno. E hoje nós temos um pastor no MEC", disse Bolsonaro, que nesse momento foi aplaudido pelo público.

"Eu jogo dentro das quatro linhas [da Constituição], mas também não podemos aceitar que nenhuma pessoa jogue fora das mesmas. Os três Poderes são independentes e harmônicos. O Legislativo é extremamente importante para fiscalizar o Executivo. O Judiciário da mesma maneira, para dirimir os conflitos. Mas o Executivo tem que estar na frente para tomar as decisões. A gente não pode o tempo todo ser tolhido, impedido, por qualquer coisa, de prosseguir na nossa missão".