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BRASIL

BRUMADINHO

Há 200 dias, bombeiros resgatam esperança em Brumadinho

Em entrevista ao 'Estado', o tenente Aihara conta as principais dificuldades nas buscas pelas vítimas do rompimento da barragem

12/08/2019 às 17h00


POR Redação

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Esperança, angústia, sofrimento, tristeza e alívio. A mistura de sentimentos faz parte do cotidiano dos parentes e amigos das vítimas da tragédia de Brumadinho, na GrandeBelo Horizonte, que completa 200 dias nesta segunda-feira, 12. Não é uma tarefa fácil lidar com a obrigação de informar a um familiar que seu ente querido foi encontrado morto no meio da lama de rejeitos de minérios da Vale - ou ainda que mais de seis meses depois segue desaparecido, sem previsão de ser achado.

"Uma família está esperando um corpo há quatro, cinco meses, recebe a notícia de que aquela pessoa finalmente foi identificada, isso pode não parecer para quem é de fora uma coisa tão simbólica, mas é muito importante para a família", disse, em entrevista ao Estado, o tenente Pedro Aihara, porta-voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

Militar da Força Aérea do Brasil (FAB) que descobriu no trabalho de bombeiro a oportunidade de realizar o sonho de poder ajudar os outros, Aihara acompanha as buscas pelas vítimas na lama de Brumadinho desde o início e contou quais são as principais dificuldades emocionais e técnicas enfrentadas em uma tragédia dessa magnitude.

"Não é só uma operação de resgate de corpos, mas, sim, de recuperar a esperança, a dignidade, o direito à memória que essas pessoas devem ter", afirmou o porta-voz dos bombeiros.

O rompimento da Barragem Mina do Córrego do Feijão, no dia 25 de janeiro, deixou até o momento 248 mortos e 22 desaparecidos. Duzentos dias depois, as buscas seguem "a todo vapor", como definiu Aihara, com 150 homens e 130 máquinas pesadas.